O pacote da maternidade

Próximo fim de semana é dia das mães e vai parecer bem insensível isso que vou postar agora, por causa da data comemorativa…

Mas já fazia tempo que eu pensava sobre a questão da mulher contemporânea e a maternidade. É complicado. Avançamos muito mas, ainda assim, todas as expectativas são que uma mulher “moderna” consiga equilibrar família e trabalho em sua vida. Mas e aquelas que simplesmente querem tornar as coisas mais fáceis e não terem filhos?

É duro falar disso porque a impressão que você passa é que você odeia crianças, é insensível, não tem “instinto materno”. A gente chega a pensar que vai ser menos “mulher” se não tiver filhos. Vamos ser “menos realizadas”. Vendem essa ideia pra gente com muito sucesso e nem paramos para pensar no que significa ser mãe. No trampo absurdo e eterno que é isso.

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Um Método Perigoso

Escrevi pro Pop4 crítica desse filme. Deem uma olhadinha.

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Direito ao Aborto: eu defendo

Lá vou eu falar a respeito de assunto polêmico: aborto.

Quem não tiver telhado de vidro, pode tacar pedra.

Acho importante, antes de tudo, diferenciar algumas coisas.

Primeiro: nenhuma mulher acha divertido fazer um aborto ou vai escolher essa opção ao invés de uma pílula anticoncepcional. Ninguém vai querer engravidar e abortar toda semana. Questão de lógica, né, gente. Aborto é algo que mexe com o organismo. E com o psicológico. É, literalmente, a última opção da mulher. Se não tem jeito, não tem outra forma, aborta. Não é brincadeira nem algo corriqueiro.

Segundo: uma coisa é o direito ao aborto. Outra coisa é defender o aborto. Eu defendo o direito ao aborto. Ou seja, que haja essa opção para as mulheres. Porque devemos ter essa opção. Sejamos realistas: se todas as crianças que são concebidas viessem ao mundo, a raça humana já estaria sofrendo com a super população. Já estamos no limite de nossos recursos naturais. E não há outro planeta para habitarmos. O controle de natalidade é necessário e urgente. Se a criança vai nascer ou não, deve ser decisão da mãe e do pai. Na maior parte desses casos, só da mãe, porque o pai foge à responsabilidade. E depois que nasce, quem sustenta? O Estado? A Igreja? Aí todo mundo some, não é verdade?

Deve existir a opção de ter o filho. E de não ter. Cabe a cada mãe poder escolher. Hoje em dia essa escolha não é dada. A maternidade é imposta a essas mulheres. Às que não tem dinheiro para abortar cladestinamente, quer dizer. Ou alguém aí é inocente a ponto de acreditar que quem é rico não faz aborto?

Não consigo dizer a vocês se eu abortaria ou não. Hoje em dia, não. Mas quem é que sabe do futuro? Não defendo o aborto. Mas toda mulher deve ter direito a fazê-lo, de forma segura, com acompanhamento médico.

Terceiro: anencéfalo não deveria nem estar incluído nessa discussão. Não é um bebê. Não nascerá. Apenas a mãe terá consciência daquele “filho”. O “filho” jamais saberá do que está acontecendo. Não tem cérebro. Não sente. Quem sofre é a família e apenas a família. A mulher se submete a um parto desnecessário. Corre risco de morte. Para… nada. À toa. Vira literalmente um caixão ambulante. Deprimente. Sofrível. Absurdo. Desnecessário.

Tendo exposto minha opinião, espero que hoje o STF tome a decisão mais humana. Mais lógica. E mais óbvia. Pensando em termos de proteção à mulher e de saúde pública.

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Área o que?

Na próxima sexta-feira estreia Área Q, um dos piores filmes que assisti nos últimos tempos.

À convite do Pílula Pop, fui na pré-estreia e escrevi sobre a produção para o site. Confira o texto aqui. Se você gostou de produções como “Nosso Lar” e “As Mães de Chico Xavier”, é provável que adore o filme.

No enredo, a explosiva mistura de espiritismo e ficção científica. Praticamente um novo nicho de mercado no Cinema Brasileiro. É ridículo, mas infelizmente é verdade.

Vejamos como este se sai nas nossas bilheterias. É uma co-produção Brasil-Estados Unidos. E é um filme mais “pra gringo ver” que qualquer coisa. Vejamos como os brasileiros o absorvem.

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Fim de semana em casa

Nina, para variar, doente. Vomitando sem parar. O fim de semana então foi de molho, para mim e o maridão. Aproveitamos o Telecine liberado (sabe-se lá porque) e vimos uns filmes mais ou menos interessantes.

O marido assistiu, finalmente, ao Tropa de Elite 2. Gostou também de “Um Olhar do Paraíso“. Mas o filme que mais me chamou a atenção dessa maratona foi o Tron – O Legado. Acreditem, ainda não tinha visto. Efeitos especiais espetaculares, luzes de LED pra tudo quanto é lado, carros e motos de design arrojado, cenário futurista que lembra bastante o que Kubrick fez no finalzinho de 2001 – Uma Odisséia… (a casa “iluminada” do personagem de Jeff Bridges lembra bastante aquele quarto onde o astronauta envelhece). Fãs de ficção científica, esse filme é para vocês.

Ainda assim, não me atraiu ou emocionou. Talvez porque eu não vi o filme de 1982. A ideia de rejuvenecer por computador o Bridges, para criar o antagonista, pode ter sido boa, mas ficou artificial demais. Achei super estranho. E ele usando gírias que mais lembravam o Big Lebowski que o Flynn? Ficou… tosco, na falta de palavra melhor.

Mas a trilha do Daft Punk e as atuações, breves mas marcantes, de Olivia Wilde e Michael Sheen fazem o filme bem divertido. Este último me lembrou um pouco o Charada de Jim Carrey.

A dúvida que ficou comigo foi a seguinte: porque diabos será que esse filme chama Tron? Claro, tem a ver com o filme original e questões mercadológicas. Mas o Tron aparece, o que, cinco minutos no filme? Podiam então ter aproveitado mais o personagem, já que ele deixou um “legado”, né? Ficou estranho.

E foi isso. Também assisti A Malvada (1950) e Um Método Perigoso, mas sobre eles falarei apenas no Pop4.

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A volta

Tô até com vergonha. Séculos que não escrevo aqui. Tinha até esquecido a senha de acesso do WordPress. Esse post é praticamente a volta dos mortos vivos. E, não vou mentir pra vocês, é assim mesmo que tenho me sentido ultimamente. Voltei a viver.

Odiei trabalhar em agência. Odiei. Parece que toda sua energia vital é sugada de você. O cansaço é constante. A falta de criatividade. A falta de vontade de fazer qualquer coisa. O emburrecimento constante. A vontade de dar um tiro na cabeça. A raiva. O desestímulo.

Foi quase um ano como zumbi. Me sinto muito aliviada. E espero ser abençoada com a sorte de nunca mais precisar trabalhar numa agência de publicidade de novo. Odiei com todas as minhas forças. E não recomendo nem ao pior dos inimigos.

Vou voltar a trabalhar, mas com condições profissionais infinitamente melhores. Por consequência, vou voltar a postar aqui.

I’m back, baby. :) Me aguardem.

Beijos.

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Casamento Real, uma merda de verdade

"É uma cilada, Bino!"

Então, só se fala nessa merda de Casamento Real em tudo quanto é lugar. Como se nunca ninguém nunca tivesse sido Princesa antes. Como se nunca ninguém tivesse se casado antes. Faz a gente até sentir saudades do flood do Big Brother.

E antes que a Princesa Kate fake me chame de recalcada, deixe dizer a vocês. Meus caros, ser princesa é uma bosta. Sério. Se é pra ser rica, é preferível ganhar na mega-sena. Ou então casar com o Bill Gates ou o Zuckenberg. Beeeem mais fácil. Passo a vida jogando na loteria, mas não caso com um príncipe. Porque? Só dar uma pesquisada na Internet. Procura no Google aí algumas historinhas sobre princesas famosas. Já ouviram falar da Sissi, também conhecida como Isabel da Áustria? E a Masako, princesa do Japão? Do quanto Diana, mãe de William, sofreu, não preciso falar, né? A lista vai longe… Realeza nunca fez bem a ninguém, acreditem.

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Como eu descarto meu lixo

Tartaruga come saco plástico. Uma realidade triste que já está acontecendo.

Em BH, cidade onde moro, passou a vigorar uma lei proibindo os estabelecimentos comerciais de darem sacolas plásticas que não sejam oxibiodegradáveis aos consumidores. Torço para que essa lei pegue, e está com cara de que vai pegar, mas ela é apenas a pontinha do iceberg. Porque o problema real é o lixo e o uso das sacolas plásticas para descartá-lo.

Muitas pessoas estão desorientadas porque não sabem como vão fazer para jogar as coisas fora de agora em diante. Vou contar pra vocês como estou fazendo. E já faço isso há quase dois anos. Não é difícil nem tem grandes desafios envolvidos. Desde que você inclua a rotina da reciclagem na sua vida, tudo é bastante simples. 

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Adeus Sidney Lumet

Os jurados se afastam daquele que demonstra, mais claramente, seu racismo. Insight genial de Lumet em Doze Homens e Uma Sentença.

Conheço o trabalho de Sidney Lumet menos do que gostaria, mas o suficiente para saber que não estou falando de qualquer cineasta.

Já comentei aqui sobre Doze Homens e Uma Sentença e o quanto fiquei impressionada com esse que foi o longa de estreia do realizador. Um Dia de Cão não é menos impactante e a simpatia que sentimos pelo protagonista criminoso chega a dar dor na consciência.

Apesar de indicado cinco vezes ao Oscar (incluindo Doze Homens e Um Dia de Cão), jamais venceu durante competição. Tentando corrigir isso, a Academia lhe deu, em 2005, um prêmio honorário pela sua importância para o Cinema. Depois disso ainda faria seu último filme, Antes que o Diabo saiba que você está morto, de 2007.

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Não há o que comemorar no Dia do Jornalista

"A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração" - Declaração dos Direitos da Criança.

Queria muito escrever no blog, há tempos. Isso aqui tá desatualizado, né? Mudei de emprego e isso “embananou” com a minha vida. Agora não tenho tempo pra mais nada. Acabou a moleza. E aí… me vejo obrigada a escrever sobre essa tragédia de hoje.

A princípio, pensei em escrever sobre como fiquei boquiaberta quando soube. Custei a acreditar. Doze crianças mortas… todas mais ou menos na faixa etária de uma prima de segundo grau que tenho que é o xodó da família. Fiquei pasma. E aí, na parte da tarde, para me embrulhar o estômago, o G1 publica a carta dele… nem sei como chamá-lo? Meu queixo saiu rolando quando vi que o site tinha publicado a carta na íntegra.

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